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Estudo nacional vincula síndrome congênita do zika e surdez neurossensorial

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  Realizada no Hospital Hospital Agamenon Magalhães, em Recife, a pesquisa mostrou que a prevalência de perda auditiva em casos de bebês diagnosticados com zika foi muito maior do que a registrada na população pediátrica em geral.

  Foram detectados quatro casos – todos de caráter neurossensorial –, sendo então a prevalência de 5,8%. A amostra contou com 69 recém-nascidos, número que pode parecer pequeno, mas que, de acordo com a Dra. Mariana Leal, chefe do serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Agamenon Magalhães e um dos autores do estudo, não é. “Não consideramos esse número tão pequeno, já que são pacientes realmente confirmados – clinicamente, laboratorialmente e por imagem também. Para a infecção que, até o momento, têm pouco mais de 100 casos com confirmação clínica e laboratorial, é uma amostra considerávelâ€, disse a pesquisadora por e-mail.

  Em média, a perda auditiva neurossensorial ocorre em dois a três casos a cada mil crianças nascidas vivas. Ou seja, o levantamento evidenciou prevalência de 20 a 30 vezes maior, sugerindo que ser contaminada pelo zika durante a gravidez representa um fator de risco para perda auditiva congênita. “A prevalência que encontramos foi bem maior do que na população normal, mas não superior às outras infeções congênitas. Porém ainda não sabemos se pode haver perda auditiva tardia o que pode elevar a prevalênciaâ€, salientou Mariana Leal.

  Outra constatação é que não houve padrão único entre as perdas auditivas detectadas, já que tanto perda bilateral profunda e perda unilateral leve foram diagnosticadas.

  “O grupo de pesquisa está realizando outros estudos para delinear melhor a relação entre a síndrome e a perda auditiva, avaliando prospectivamente essas crianças e buscando conhecer mais precisamente o local da lesãoâ€, relatou ainda a otorrinolaringologista ao portal Audiology Infos.


Fonte : Texto e Imagem retirados do site audiology-infos.