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Apreciação da música é similar em implantados pré e pós-linguais, aponta estudo

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  A pesquisa foi publicada no suplemento 2 do volume 55 do International Journal of Audiology, que apresentou uma série de estudos sobre implante coclear realizados na Austrália.

  Dos 30 pacientes da Melbourne Cochlear Implant Clinic que participaram do estudo – 15 com surdez pré-lingual (grupo PreL) e 15 com surdez pós-lingual (grupo PostL) –, 27 usavam outro dispositivo na orelha contralateral (AASI ou implante). Todos os indivíduos preencheram uma versão modificada do questionário Canterbury Music Listening, desenvolvido por Looi e She (2010) e aplicado inicialmente em 100 implantados pós-linguais.

  Os resultados de Looi e She (2010) foram utilizados como referência para o presente estudo. A comparação desses resultados com os registrados pelo grupo PostL não mostrou diferenças significativas para os aspectos chaves da escuta e apreciação da música, validando desta forma os dados da presente pesquisa.

  Também, não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos – PreL e PostL – em termos de apreciação da música, tanto antes quanto depois de receber o implante. Ambos os grupos avaliaram essa sensação como “ligeiramente abaixo do neutro†antes do implante, e “ligeiramente acima do neutro†uma vez com o dispositivo.

  Apesar de a apreciação musical ser similar entre os grupos, houve diferenças claras nas avaliações em termos de reconhecimento do estilo de música e nas habilidades em seguir a melodia, já que o grupo PostL registrou melhores resultados do que o grupo PreL.

  Para os autores, esses resultados corroboram a teoria segundo a qual percepção e apreciação musical devem ser consideradas separadamente e sugere capacidades diferenciadas entre os grupos PreL e PostL no que diz respeito a suas habilidades de percepção da música.

  Conceitos de melodia, estilo e timbre são mais abstratos para indivíduos com surdez pré lingual e a interpretação desses termos por eles pode ser diferente. Para os autores, o fato dessa população não ter padrões baseados em audição normal em relação à música e mostrar apreciação similar ao grupo pós-lingual poderia ser relacionado a processos centrais.

  Estudos baseados em imagens de ressonância magnética funcional já comprovaram que, além do córtex auditivo central, outras estruturas cerebrais têm papel na análise de sinais musicais. Isso poderia explicar, em parte, porque implantados pré-linguais, que registram pior habilidade para processar sinal de fala do que implantados pós linguais, apreciam a música de modo similar.



Fonte : Texto retirado do site audiology-infos. / Imagem retirada do material de divulgação da Oticon,